Isso é ser uma ThunderBrander.

Nós já te contamos que, no fim das contas, ser um ThunderBrander é ser um líder inspirador. Quando usamos esse termo no masculino, apesar de estarmos nos referindo a um todo, pode ser que automaticamente você crie a imagem de um homem na sua cabeça. Mas, você já parou pra pensar que isso também pode acontecer porque apesar dos exemplos de liderança feminina ganharem mais destaque, o cenário continua sendo desanimador?

De acordo com uma pesquisa da Grant Thornton IBR, no Brasil, somente 19% dos cargos de liderança em empresas eram ocupados por mulheres em 2018. A taxa fica um pouco abaixo da média do mundo, que foi de 24%. Se olharmos para as mulheres que ocupam cargos de CEO, este número cai bastante: são apenas 11%.

A luta por uma maior presença feminina em todas as áreas da sociedade tem intensificado a cada ano. E quando falamos de ThunderBranders, queremos que todos que se destacam nessa categoria, possam se identificar.

Fazer a diferença, mudar padrões, ser referência em um segmento ou criar um movimento que impacte a sociedade tem tudo a ver com as mulheres e o que elas representam, e isso é ser uma ThunderBrander.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher, e ainda que seja preciso avançar, queremos deixar claro que, com mais diversidade, as empresas só têm a ganhar. E pensando nisso, trouxemos alguns exemplos de ThunderBranders para vocês se inspirarem e saberem que, quando pensamos em um líder, ela pode ser sim uma mulher.

 

Mary Barra – CEO da General Motors


A norte-americana Mary Barra está há dois anos no mais alto cargo de uma das maiores organizações do mundo. O cargo vem como coroação de um trabalho realizado ao longo dos 36 anos em que ela está na empresa: ela alavancou fortemente as vendas dentro dos Estados Unidos, manteve uma performance sólida na Europa e obteve novo crescimento no mercado de SUV e de luxo na China. Para a General Motors, foi um retorno notável. E Mary é uma ThunderBrander incansável. Ela continua traçando os próximos planos!

 

Sheryl Sandberg – Diretora de Operações do Facebook


Um exemplo não apenas de liderança feminina, mas de luta pela igualdade de gênero nas empresas. Em novembro de 2015, Sheryl Sandberg, COO do Facebook, doou 31 milhões de dólares em ações da rede social para fundos de caridade. A maior parte dessa quantia foi para a Lean In, organização sem fins lucrativos de Sheryl, que atua pela maior presença feminina no ambiente de trabalho e apoia grupos de empoderamento.

 

Oprah Winfrey – Apresentadora


Além de ser exemplo de uma carreira brilhante no mundo inteiro, Oprah é a representatividade da luta de minorias como as mulheres negras. De origem humilde, passou por dificuldades e deu seus primeiros passos como repórter de um jornal nos Estados Unidos. Reconhecida pela luta e conquistas no mercado televisivo, Oprah foi a primeira mulher a produzir e conduzir seu próprio talkshow, que é considerado o programa dessa categoria com maior audiência da história da televisão norte-americana.

 

Paula Bellizia – CEO da Microsoft Brasil


Com uma trajetória de dez anos na Microsoft, e de dois anos como presidente da Apple Brasil, Paula foi nomeada presidente da Microsoft Brasil em julho de 2015. É uma referência feminina na indústria da Tecnologia da Informação. Ela fala sobre a importância de um pensamento inclusivo das empresas para ter mais diversidade. A multinacional desenvolve programas voltados especificamente para mulheres, como a campanha #MeninasPodemProgramar. O objetivo é apresentar novos caminhos profissionais e, assim, conseguir um crescimento da presença feminina em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

 

Maria Eduarda Kertész – Presidente da Divisão Internacional da Johnson & Johnson


Maria Eduarda Kertész foi presidente da multinacional Johnson & Johnson no Brasil, e foi recentemente promovida à presidência de uma das divisões do negócio de Consumo da Johnson & Johnson nos Estados Unidos. Além de se provar uma ThunderBrander extraordinária, Duda sempre esteve atenta à questão da mulher no mercado de trabalho. Sem contar que, sob seu comando, a empresa cresceu 80% desde 2010.

 

Luiza Helena Trajano


Luiza transformou uma pequena rede de lojas em uma das maiores marcas do mercado. Há mais de 25 anos à frente do Magazine Luiza, é um exemplo forte de empreendedorismo de sucesso e liderança feminina brasileira. Ela ganhou destaque por sua inovação e proximidade com clientes e colaboradores. A empresa também é conhecida pelo pioneirismo no seguimento do e-commerce no Brasil, já que desde 1992 trabalham com lojas virtuais e automatização dos processos na empresa.

 

Dra. Ludhmila Hajjar – Chefe da UTI no Hospital Das Clínicas de São Paulo


Professora da Universidade de São Paulo, médica cardiologista, porta-voz da Sociedade Brasileira de Cardiologia e chefe de UTI no Hospital das Clínicas de São Paulo tem um papel muito importante durante a pandemia que estamos enfrentando da COVID-19. Ela liderou o treinamento de médicos para combate à doença e cuidado de pacientes infectados, e teve uma participação ativa nas reuniões de atualização sobre o avanço do novo coronavírus no país. Como cardiologista, uma das principais frentes de atuação e estudo de Ludhmila, tem sido no impacto da doença no coração e formas de tratamento mais eficazes.

 

Cristina Junqueira – Cofundadora da Nubank


Atual head de Branding e Business Development da Nubank, startup que vale mais de US$1 bilhão que ela ajudou fundar, Cristina é engenheira e acumula anos de experiência no mercado financeiro. Em 2017, seu nome figurou entre as 40 mulheres mais poderosas do Brasil segundo a revista Forbes.

 

Ana Fontes – CEO da Rede Mulher Empreendedora


A nordestina Ana Fontes saiu do sertão alagoano ainda criança com a família para buscar um futuro melhor na Grande São Paulo. Depois de passar por algumas empresas, criou um blog para falar sobre empreendedorismo feminino. Hoje, a Rede Mulher Empreendedora tem 500 mil seguidoras e criou uma organização sem fins lucrativos que fomenta o empoderamento das mulheres no mercado de trabalho por meio de políticas públicas.

 

Juliana Azevedo – Presidente da P&G Brasil


De acordo com a Forbes, Juliana enumera uma série de políticas de promoção da igualdade de gênero na P&G, entre elas a ampliação da licença-maternidade, a flexibilidade e a redução de horário, permitindo que a mulher possa trabalhar de casa, e ainda um programa em que elas dividem suas experiências.

 

Sandrine Ferdane – CEO do BNP Paribas Brasil


Nascida na França, Sandrine assumiu a presidência do banco BNP Paribas no Brasil em 2014. Na época, ela não via outras mulheres em posições de liderança para se inspirar. Por isso, tratou de incentivar uma mudança de pensamento nesse sentido dentro da empresa. Hoje o banco adota uma série de projetos para empoderamento de mulheres. Segundo ela, a política é de ‘equal job equal pay’, com remuneração igual para homens e mulheres que exercem a mesma função. Em 2017, o BNP Paribas assinou o termo Women Emporwerment Principles da ONU, com quatro programas de mentoring para 80 mulheres, monitoramento de promoções e contratações de mulheres em vários grupos de engajamento, como o Lide Mulheres.